quinta-feira, 17 de julho de 2008

Abertura Catapulta - NOVOS TERRITÓRIOS!

Na última terça, dia 15 de Julho, tivemos a abertura da nova exposição do Projeto Catapulta - NOVOS TERRITÓRIOS no SESC- PARANAGUÁ. Inclusive já está no hotsite do Sesc:
www.sescpr.com.br

A montagem contou com a valiosa colaboração da equipe do SESC; o contato com essa turma nos ensinou muito acerca do trabalho de equipe e competência profissional, mas o principal mesmo foi o carinho com que nos cercaram! Valeu pessoal...não existem palavras que possam expressar nossa gratidão e amizade por todos \o/\o/\o/

Em breve colocaremos todas as fotos por aqui, aguardem! por enquanto fiquem com uma parte do pessoal do SESC e a turma da Catapulta:


domingo, 13 de julho de 2008

VERBO

de 15 a 19 de julho na Galeria Vermelho - Rua Minas Gerais nº 350

TERÇA-FEIRA
20h30:: COMIDA / cris bierrenbach
21h:: ANDRÉA / massimo grimaldi e sabina grasso
21h30:: De 7 a 10 MANEIRAS DE PERCEBER SEU CORPO / rose akras

QUARTA-FEIRA
20h30:: DO PÓ AO PÓ / laerte ramos
21h:: EXISTE ALGUMA POSSIBILIDADE ÉTICA QUE NÃO ACENE AO TOTALITARISMO? / daniel fagundes
21h30:: MULTIDÃO ZERO / grupo bijari

QUINTA-FEIRA
20h às 22h30:: DRA. DIVA / juliana notari
20h30:: CEGO DE NOVO / marcio banfi
21h30:: LEILÃO DOS PIORES TRABALHOS DE ARTISTAS / daniel murgel

SEXTA-FEIRA
20h:: DIÁLOGOS / jaime lauriano
20h:: TALCO-TEC-TIC-TALK-SHOW / fabiano marques
21h:: ELETRO-QUIMICOS, BABY / thelma bonavita e cristian duarte

SÁBADO
11h às 20h:: - ENCHENDO LINGUIÇA / luiz alfredo guedes
- 10 X 10 CADERNOS INSTANTÂNEOS / renato hofer
- MEIO-DIA / tiago primo
15h:: OLÉ / 3D
16h:: VERBO PEOPLE / FrenchMottershead
16h30:: MÁQUINA DE DESENHAR / michel groisman
17h:: VERMELHO NA VERMELHO / Sissí Fonseca e Hugo Fortes
18h:: ALTA TENSÃO / Yiftah Peled
18h30:: ENCHENDO LINGÜIÇA (churrasco) / luiz alfredo guedes

TODOS OS DIAS
20h às 22h30:: - ART BASEL GENEVA SÃO PAULO / Cris Faria e Lukas Mettler
- MOITARÁ / OPAVIVARÁ! e GrupoUM
- LA PERFORMOLA / carlos monroy

Seminário: Verbo Conjugado
de 15 a 18/7 - De terça a sexta, das 14h às 18h - Entrada franca - CCSP - Rua Vergueiro nº 100 - Piso Flávio de Carvalho - Sala Zero (80 lugares)

dia 15/7 - terça - das 14h às 18h
Performance e documentação
com: Amilcar Parker (artista plástico), Rubens Machado Jr. (professor da ECA/USP) e Yiftah Peled (artista plástico) - mediação: Fernanda Albuquerque (curadora associada de artes plásticas do CCSP)

dia 16/7 - quarta - das 14h às 18h
Performance e reencenação
com: Laura Lima (artista plástica), Lucio Agra (poeta, performer e professor da PUC/SP) e Fabio Cypriano (jornalista e professor da PUC/SP) - mediação: Lara Pinheiro (curadora de dança do CCSP)

dia 17/7 - quinta - das 14h às 18h
Performance e resistência cultural
com: Luiz de Abreu (coreógrafo e performer), Celso Favaretto (filósofo e professor da USP) e Eduardo Vederame (artista plástico) - mediação: Daniela Labra (curadora e crítica de arte)

dia 18/7 - sexta - das 14h às 18h
Performance e dança, teatro, artes plásticas e música
com: Lenora de Barros (artista plástica), Wilson Sukorski (músico e multinstrumentista), Rose Akras (coreógrafa e performer) e Alice K (performer e diretora teatral) - mediação: Marcos Gallon (organizador da mostra Verbo na Galeria Vermelho)
Apresentação da performance interativa Sirva-se, com participação de Michel Groisman (diretor), de Gabriela Duvivier e da platéia.

sábado, 12 de julho de 2008

Em essência

"O desafio do teatro é ser vivo, interessante e tocar as pessoas; ultrapassar o nível banal que assola o mundo inteiro, ir além da facilidade do sórdido."
Peter Brook




Fui ver Fragments do Peter Brook meio ressabiada. Não gosto de quando ouvi muitos comentários antes de ver qualquer coisa. Gosto do frescor, da objetividade (ou subjetividade) e desapego de olhos e ouvidos desavisados. Depois de ver uma peça, filme, exposição, sento para ler tudo o que se disse, antes prefiro ser eu e meus sentidos. Gosto deles e tendo a acreditar neles. Claro que já me enganei. Passei anos sentindo pouco cheiro. Mas isso já é outra história.
Lá fui eu ao Sesc Santana ver o Beckett que tentei ver em Paris e não consegui pois não estava finalizado ainda. Vi Hamlet quando o diretor inglês radicado na França pisou em terras tupiniquins pela primeira vez. E era impressionante. Tenho problemas com montagem do drama do príncipe dinamarquês. Amo o texto e sou super crítica. Saí embasbacada com a intensidade da montagem.
Vi Tierno Bokar três vezes não por opção mas por trabalho. Calhei de estar na produção de parte do evento, fazer o quê? E não vi Sizwe Banzi Est Mort poque não consegui convite e/ou ingresso.
E o Beckett de Brook é justamente o que eu gosto. Verborrágico e perdido nas próprias palavras, no mal do mundo, na incomunicabilidade, na solidão desse mundão de Deus sem Deus. O essencial, a ausência de firula, a despretenção... é tudo lindo.
É essa simplicidade que comunica com a platéia, sem gobo, sem mapas fenomenais de luz, mas com verdade, é isso que faz com que o ser humano sentado no escuro se sinta ligado e entenda (ou não!) o ser humano vivido no palco e é isso que está faltando no nosso teatro paulistano de tipos e baladas. Está faltando verdade e sem verdade não existe teatro.

Fragments reúne os textos “Berceuse” (ou “Rockaby”, em inglês) “Fragment de théâtre I” (ou “Rough for Theatre I”), “Acte sans paroles II” (ou “Act Without Words II”), “Va et viens” (ou “Come and Go”) e o poema, “Ni l’un ni l’autre” (”Neither”).
Inicialmente apresentada em francês, em outubro de 2006 no Teatro Bouffes du Nord, a peça foi remontada em inglês no Young Vic Theatre em setembro de 2007. Em junho de 2008 apresentou-se (em inglês, com legendas em português) no Festival de Londrina (FILO), Brasília e São Paulo e Rio de Janeiro.

“Beckett era um perfeccionista. Mas, pode-se ser perfeccionista sem ter uma certa intuição do que é a perfeição? Atualmente, com o passar do tempo, percebemos a que ponto todos os rótulos que lhe foram atribuídos no passado - desesperado, negativo, pessimista - são falsos. Beckett, na verdade, mergulha seu olhar no abismo insondável da existência humana. Seu humor o salva - e nos salva - ele rejeita as teorias, os dogmas que nada oferecem além de piedosos consolos. Na realidade sua vida nada foi do que uma constante e difícil pesquisa da verdade. Ele coloca as pessoas exatamente como as vê, na escuridão. Ele as mergulha no vasto desconhecido, observando através das janelas delas mesmas, nos outros, o olhar dirigido tanto para o exterior como para o interior, para o alto ou para baixo. Ele compartilha da incerteza delas, de seu sofrimento. O Teatro lhe dá a possibilidade de encontrar uma unidade na qual o som, o movimento, o ritmo, a respiração e o silêncio estão reunidos com exatidão. Ele pede para ele mesmo - um objetivo inatingível, que se alimenta de sua necessidade de perfeição. Ele penetra dessa forma no caminho raro que religa o teatro grego e Shakespeare ao tempo atual - celebrando sem compromisso a verdade, uma verdade desconhecida, terrível, espantosa.”, afirma Peter Brook.

Sinopse

“Fragment de théâtre I” / “Rough for Theatre I”
Magni é um circunspeto músico cego, Houben é um animado deficiente físico preso a uma cadeira de rodas com capacidade de recuperar rapidamente a alegria. Os dois alcançam a condição de mútua dependência rubugenta.

“Berceuse” / “Rockaby”
Uma mulher solitária tenta ninar a si mesma, literalmente, até morrer, tanto fisicamente e por meio da sua fala repetitiva.

“Acte sans paroles II” / “Act Without Words II”
Num drama sem palavras, dois personagens emergem de sacos gigantescos para se submeter a uma cômica rotina diária de trabalho duro em estilo de cinema mudo. Arrastam a si mesmos uns poucos centímetros à frente a cada “empurrão da vida”.

“Va et viens” / “Come and Go”
Três senhoras idosas estão sentadas num banco de parque. Cada vez que uma sai, as outras duas compartilham um terrível segredo sobre ela.

FICHA TÉCNICA
Textos: Samuel Beckett
Direção: Peter Brook
Colaboração: Lilo Baur e Marie Hélène Estienne
Elenco: Marcello Magni, Hayley Carmichael e Khalifa Natour
Iluminação: Philippe Vialatte
Espetáculo produzido pelo C.I.C .T. / Théatre des Bouffes du Nord, Paris, e por William Wilkinson para Millbrook Productions em co-produção com o Young Vic Theatre, Londres

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Expo no SESC - Paranaguá - PR


Nosso grupo vai expor novamente! O projeto Catapulta volta agora na sua 3a. versão - NOVOS TERRITÓRIOS no Sesc - Paranaguá com abertura no dia 15/07 às 19:00h. O grupo de artistas é formado por professores, alunos e ex-alunos do curso de Artes Visuais da UFPR. O foco, além de abrir espaço para novos artistas, fica por conta do projeto que envolve todas as etapas de uma exposição: curadoria, montagem e mediação . Nosso interesse é desmistificar a arte como artigo de luxo e torná-la acessível a população e, de modo especial o contato com professores e alunos da rede pública de ensino com a realização de oficinas que tem o nosso processo criativo como base.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

As dificuldades de um artista novo (ou não)

Um amigo me enviou o recorte abaixo, não é uma notícia nova, mas exemplifica bem as dificuldades que muitos encontram para expor seus trabalhos e a maneira muito criativa que estão encontrando para driblar esses problemas. O que vc acha?

Estratégias para chegar ao público

Mercado restrito leva artistas a criarem canais alternativos de divulgação e venda dos seus trabalhos

Camila Molina

Transformar a própria casa em galeria ou reunir grupos de artistas para que façam de seus ateliês espaços alternativos com cursos, salas expositivas e local para venda de obras não é novidade, mas são algumas das estratégias necessárias, já que o fechado circuito artístico de São Paulo não dá conta de tantos criadores que querem, de forma legítima, viver de sua produção. ''Os critérios do sistema não são claros. Visito há anos ateliês de artistas e compartilho da dificuldade deles'', diz Katia Canton, curadora do Museu de Arte Contemporânea da USP e de projetos independentes, além de escritora. ''Um ateliê não consegue ser auto-sustentável apenas com cursos'', diz ainda Katia, que participou da criação do Círculo 3 Espaço de Arte, na Vila Madalena, coordenado pela artista Regina Carmona. Instalado na casa onde já ocorriam as atividades do Atelier Piratininga, que tem 15 anos de trajetória (9 deles no endereço atual na Rua Fradique Coutinho), o Círculo 3 é formado pelos integrantes desse grupo de gravadores, coordenado por Ernesto Bonato, como também os do Espaço Coringa e do Estúdio Diálogo de design. O Círculo 3, enfim, não é apenas uma sala para expor trabalhos, mas um agente de atividades cooperativas em que os artistas são os proponentes.

''O Atelier Piratininga já existia havia bastante tempo. Então, pensamos: por que não fazer uma galeria no espaço?'', conta Regina. De uma conversa entre amigos, entre os artistas e a curadora Katia Canton, surgiu então, no fim do ano passado, a vontade de criar o Círculo 3. As atividades do espaço colaborativo foram iniciadas em janeiro e, em março, foi inaugurada a exposição Perto dos Olhos, com curadoria de Katia. ''Entrei para ajudar a dar uma identidade ao espaço. Depois, eles mesmos dariam seus próprios passos'', conta a curadora. Para falar de identidade do Círculo 3, deve-se levar em conta o fato de o espaço ser pequeno e convidativo para promover a ''proximidade'', entre artistas e público; ser abrigado em ''um lugar privilegiado, em frente da Livraria da Vila''; e ter como fonte principal o gênero da gravura em ''suas variações contemporâneas'', enumera Katia.

A mostra Perto dos Olhos teve também programação de visitas guiadas e de conversas com artistas aos sábados. Como parte desse projeto inicial, a curadora propôs uma trilogia de mostras com a rede de artistas do Círculo 3: Perto dos Olhos, Perto das Mãos e Perto da Fala. O projeto, segundo Regina, foi inscrito na Lei Rouanet, mas ainda espera aprovação. A mostra Perto dos Olhos já está itinerando - está em Araraquara e depois segue para São Carlos. Além disso, o Círculo 3 vai dando seus passos com uma programação de mostras - a próxima, Entretira, será aberta em agosto - e uma série de atividades e cursos que podem s consultados no blog atelierpiratininga.blogspot.com. ''Tá difícil ainda ter retorno com vendas das obras, mas estamos começando'', diz Regina - é possível encontrar obras de grande qualidade por preços que variam de R$ 200 e R$ 1,5 mil cada uma.

O Ateliê 397, na Rua Wisard, também se divide entre produção e exposição. O ateliê foi aberto no fim de 2003 como estúdio dos artistas Rafael Campos Rocha, Silvia Jábali e Bruna Costa - formado por duas casas, tem o corredor que as liga transformado em espaço expositivo para artistas convidados ou que fazem contato pelo site do ateliê (www.atelie397.com). ''A idéia sempre foi esse, ser um local de exposições em caráter experimental, a céu aberto'', diz Silvia, que desde 2006 comanda o ateliê ao lado de Marcelo Comparini. ''Sempre sentimos a dificuldade de acesso de artistas'', afirma Silvia. Como ela conta, sempre tudo está à venda no local. ''Colocamos apenas 30% para a gente e não cobramos nada para expor.''

PAREDE DE ALUGUEL

A provocação da Xiclet, que desde 2001 transformou sua casa em galeria, já se tornou até mesmo parte do circuito artístico ao fazer a brincadeira da contraposição entre ''os ricos e pobres'' do sistema - por exemplo, já são esperadas as mostras realizadas no local, paralelamente às edições da Bienal de São Paulo, com títulos paródicos ao grande evento (a deste ano, em outubro, vai se chamar Bienal Tô Cheia. ''Institucionalizaram a gente, sem que a gente tenha mudado nada do nosso funcionamento '', diz a artista capixaba, ex-monitora de exposições. Ela cita que agora até perde a conta de quantas vezes a Casa da Xiclet aparece na mídia e ainda lista nomes de curadores, colecionadores e ''olheiros'' que volta e outra aparecem na galeria. ''É fácil comprar obra em galeria grande, porque é tudo grife. Já para comprar aqui, tem de conhecer'', diz a Xiclet - lá há de tudo.

Assim, a Casa da Xiclet é apenas um espaço para a divulgação dos trabalhos de artistas que se inscrevem pela internet para lá exporem ou são indicados por amigos. ''Tem obra que eu nem gosto, mas exponho. Não estou para julgar, mas para dar um espaço organizado e de divulgação'', afirma.

Na casa dela, todos os espaços são expositivos - seu quarto de dormir, o jardim, todas as paredes possíveis. ''A casa é minha obra'', diz ainda a artista, que também expõe suas criações. Para manter a iniciativa e sobreviver, há amigos que colaboram com a casa e há uma lista de preços para os artistas alugarem os espaços. ''Cada parede tem um valor.'' Um pedaço da sala de estar pode custar R$ 400 ou uma sala inteira, como a que a turma da recém-inaugurada mostra SER Urbano (o trabalho também pode ser visto no blog serurbano.mao.art.br) usa, sai por R$ 2 mil.

Já no E.D.E.Nº 343, espaço de cursos coordenado por Tania Rivitti e Juliana Monachesi, juntaram-se agora, com a mostra Intimidade Pública, as vontades de se oferecer um local expositivo com o de proporcionar a aspirantes a curadores a oportunidade de montarem uma mostra. A exposição com obras de 16 artistas (destaque para Flávia Sammarone) é fruto do trabalho dos alunos do curso Reflexões Sobre a Prática de Curadoria.


Serviço

Círculo 3 Espaço de Arte.Rua Fradique Coutinho, 934, tels. 3578-5212 e 3869.9785 . 2.ª a 6.ª, 14 h às 18 h; sáb., 14 h às 16 h (confirmar antes). Em cartaz: Gráficas - Cuba e Brasil. Até 20/7

Casa da Xiclet. Rua Fradique Coutinho, 1.855, tel. 8420-8550. 2.ª a 6.ª, 10 h às 20 h; sáb., dom. e feriados, 14 h às 18 h. Em cartaz: SER Urbano, Sem-Título, na Sala de Estar e Felipe Dib Adonis. Até 7/8

Ateliê 397. Rua Wisard, 397, tel. 3034- 2132. 2.ª a 6.ª, 13 h às 19 h. Em cartaz: Equal, de Daniel Steegmann. Até 18/7

E.D.E.Nº 343. Rua Lisboa, 285, tel. 3063-2299. 2.ª a sáb., 10 h às 18 h. Em cartaz: Intimidade Pública. Até 26/7


(Ronaldo B M)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Exposição Suiça



Museu suíço mostra evolução da imagem feminina na arte

MARCELO CRESCENTIDe Frankfurt para a BBC Brasil

Uma exposição na Suíça mostra como a imagem da mulher na arte mudou ao longo de mais de 300 anos. A exposição do museu de artes da cidade de St. Gallen começa no século 17, quando a visão e as fantasias dos pintores homens dominaram a maneira como as mulheres eram retratadas nas artes plásticas. Segundo os organizadores da mostra, clichês que incluem a mulher como santa, musa ou sedutora predominaram por vários séculos nos retratos femininos. Isso só mudou quando as próprias mulheres começaram a pintar retratos e cenas de seu cotidiano, a partir do século 18. Os clichês estão presentes nas pinturas mais antigas apresentadas em St. Gallen. Já a emancipação e o feminismo aparecem como temas dominantes das obras contemporâneas da mostra. Uma das pinturas mais antigas é de 1679, do pintor holandês Michiel van Musscher. Entre os artistas expostos mais conhecidos estão Pablo Picasso, Max Liebermann e Sylvie Fleury. A exposição documenta a emancipação artística das mulheres quando mostra suas obras mais atuais.
Instalações de vídeo, performances e até uma ambulância com bancos e interior de pelúcia marcam a participação de artistas contemporâneas na mostra. Entre elas se destaca a artista plástica suíça Manon, com obras desconcertantes como uma série de cabeças de mulher raspadas ou um vídeo que a mostra em uma jaula. A exposição, intitulada "Ladies Only", fica em cartaz até novembro deste ano.

http://diversao.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/07/08/ult2242u1675.jhtm

segunda-feira, 7 de julho de 2008

MAIS UM LIVRO

FRANCASTEL, Pierre. PINTURA E SOCIEDADE. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1990.

Foi com a leitura desse livro que comecei a perceber a perspectiva como um dos modo de construção da imagem que predominou por mais de quatrocentos anos e por isso, para muitos, se tornou um sinônimo de representação "perfeita" na pintura.

Francastel aborda como esse sistema evoluiu inserido nas relações entre arte e sociedade, estabelecendo um paralelo entre o sistema de figuração pictórica do espaço e os progressos tecnológicos do homem. Podemos perceber que a revolução plástica do Renascimento se deu conforme as possibilidades de intelecção dos círculos cultos da época, a partir de alguns princípios entrevistos na abundância de idéias do século XIV.

De modo semelhante, discute como o século XIX passou por modificações que transformaram radicalmente o modo de pensar da humanidade - em razão da revolução tecnológica e o surgimento de novos parâmetros – e novamente os artistas partiram em busca de novas possibilidades construtivas do espaço pictórico. Para ele, todo o progresso acentuado num ramo fundamental da atividade humana, repercute na atitude geral dos homens e a arte é a captação permanente do mais ínfimo movimento do gosto e das idéias de uma época.

Para mim é uma leitura obrigatória - entre tantas outras - para quem quer entender um pouco mais sobre a história da arte inserida no contexto da história dos homens, e não à parte como alguns ainda acreditam ser possível.