quinta-feira, 7 de agosto de 2008
DO OUTRO LADO DO MURO - Exposição abre dia 9/8!!
http://forademoda.wordpress.com/2008/08/07/saiba-sobre-o-outro-lado-do-muro/
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Debate 'A experiência educativa na documenta 12' com Carmen Mörsch
A especialista em arte-educação discute o conceito do programa educativo desenvolvido para a Documenta 12, a participação do público local e as possibilidades de conceber a educação como uma prática crítica dentro de um evento artístico de larga escala. Mörsch também responde as perguntas formuladas por Stela Barbieri, Mila Schiovatto e Luciana Pasqualucci, coordenadoras dos setores educativos do Instituto Tomie Ohtake, da Pinacoteca do Estado e do MAM, respectivamente. O debate será mediado por Martin Grossmann, coordenador do Fórum Permanente e diretor do Centro Cultural São Paulo.
8 de agosto, sexta, 16h
Auditório do MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo
Parque do Ibirapuera, portão 3 - s/nº
Tel. 5085 1313
E-mail: educativo@mam.org.br
Tradução simultânea. Entrada franca
Vagas limitadas. Retirada de senha no local com 1 hora de antecedência
terça-feira, 29 de julho de 2008
O valor intrínseco das coisas
"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô. Vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino."
A iniciativa foi realizada pelo jornal The Washington Post na expectativa de lançar um debate sobre o valor da arte.
O que vc achou?
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Do Outro Lado do Muro - Exposição na MiCasa
Ricardo Oliveros foi convidado pelo Houssein Jarouche - MiCasa - para a curadoria de uma exposição sobre as relações entre Arte e Design, nos moldes da linha q ele utilizou na Imagética em Curitiba e na Viés na Galeria Vermelho, ou seja, investigar como as diferentes linguagens podem dialogar.
A exposição vai abrir dia 09/08 no novo espaço da MiCasa, ao lado da loja e será uma ocupação simbólica antes dela ser demolida, para dar lugar ao novo projeto que será desenvolvido pelo Marcelo Roseunbaum. Segundo Oliveros, esse é exatamente o mote da exposição: a ocupação simbólica do lugar que só vai existir por causa da exposição, este tempo da construção/desconstrução. Comecei pensando sobre artistas que na verdade retiraram do cotidiano sua experiência artística. Hoje, o que percebo é que o aspecto construtivo, seja real ou simbólico, acabou sendo o eixo principal das escolhas.
Eis a lista dos artistas que terão suas obras na exposição, que Oliveros publicou hoje no seu blog:
http://forademoda.wordpress.com
Adriana Varejão
André Komatsu
Angela Detanico + Rafael Lain
Daniel Senise
David Batchelor
Flip
Front
Gisela Motta+Leandro Lima
Henry Krokatsis
Iran Espírito Santo
Kleber Matheus
Los Carpinteros
Luiz Duva
Marcelo Cidade
Mariana Manhães
Renato De Cara
Rochelle Costi
Sang Wong Sung
Triptyque
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA
Mestrado em Artes Visuais
14 de agosto de 2008
Uma conferência do curador Adriano Pedrosa dá seqüência ao projeto Seminários Semestrais de Curadoria, organizado por Lisette Lagnado, com o objetivo de construir, aos poucos, um horizonte para a teoria e prática curatorial no Brasil, dentro do âmbito acadêmico. O primeiro convidado foi Paulo Herkenhoff, que falou em março último acerca dos 10 anos da Bienal da Antropofagia (1998-2008).
A formação do curador, diferenças com a figura do historiador, o questionamento do rótulo "arte latino-americana", exposições feitas para lugares específicos e o curador como editor são os principais tópicos do próximo encontro, que ocorrerá quinta-feira, dia 14 de agosto, das 14h30 às 18h. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.
A Faculdade Santa Marcelina consolida sua atuação no desenvolvimento da pesquisa multidisciplinar, que caracteriza a produção contemporânea. A etapa atual se volta para discussões abertas ao público além da comunidade docente e discente. Destaca-se, nesse contexto, a parceria com a Associação Cultural Videobrasil, na promoção da Mostra de Vídeos da Fasm.
Participantes
ADRIANO PEDROSA é formado em Direito pela UERJ. É Mestre em Artes Plásticas e Crítica de Arte pelo Califórnia Institute of the Arts (1995). Curador independente, editor e escritor. Foi co-curador da 27ª Bienal de São Paulo e Curador-adjunto da 24ª Bienal de São Paulo e editor das publicações de ambas as bienais. Curador do Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2001/2003). Curador de InSite 05, San Diego / Tijuana (2005). Integra o Júri do Prêmio Hugo Boss (Guggenheim Museum, Nova York, 2005), entre outros. Curador da 12ª. Mostra da Gravura de Curitiba, Museu da Gravura. Atualmente, é diretor artístico da Trienal Poli/Gráfica de San Juan, Porto Rico (2008).
LISETTE LAGNADO, autora de Leonilson - São Tantas as Verdades e co-editora da revista eletrônica Trópico, foi curadora-geral da 27ª Bienal de São Paulo, intitulada "Como Viver Junto". É professora no Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina, onde dirige o Grupo de Estudos no Programa ambiental de Hélio Oiticica.
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA
14 de agosto de 2008 (quinta-feira)
14h30 – 18h - Local: Sala 207
Abertura, 14h30 – 16h, Adriano Pedrosa, por Lisette Lagnado: Conferência dialógica
Intervalo (preparação das perguntas à mesa), 16h – 16h30
Debate com o público, 16h30 – 17h30
Encerramento previsto até às 18h.
Local: Faculdade Santa Marcelina
terça-feira, 22 de julho de 2008
Agenda
24 a 27 julho - quinta a domingo
Sala Itaú Cultural (247 lugares) - Av. Paulista, 149 – São Paulo/SP.
Entrada franca – ingressos distribuídos 30 minutos antes do início de cada atividade
não há necessidade de inscrição antecipada
A atração internacional é o artista audiovisual japonês Ryoichi Kurokawa, pela primeira vez no Brasil. Kurokawa participou de importantes festivais internacionais na Europa, EUA e Ásia como o Tate Moden; Ars Eletroniv Mutek; Sonic Acts e Sonar[es]. Seus trabalhos assumem múltiplas formas em telas, gravações, instalações e desempenhos ao vivo. Ele concebe o som e a imagem como uma unidade e constroi trabalhos computadorizados com a linguagem audiovisual.
Artistas e coletivos brasileiros também participam do ON_OFF - Experiências em Live Image. São eles:
- Embolex que mostra sua versão de dois clássicos do cinema brasileiro independente: Bang Bang, de Andrea Tonacci, e A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla;
- Maxifagia apresentando espetáculo com multiprojeções e participação simultânea de oito VJs e DJs e produtores audiovisuais como BijaRi; Database; Emmo Martins; Fabrizio Killer on the Dancefloor e Roots Revolution
quinta 24 julho [abertura do evento] - 20h
vídeoperformance: cm: av_c com Ryoichi Kurokawa
Ao utilizar processos digitais, o artista japonês transfigura e distorce imagens e sons. Para Kurokawa, as imagens representam a memória, na qual as percepções visual e auditiva são reconstruídas de forma inconsciente. Assim, virtualidade e realidade se fundem de maneira incontrolável. Uma performance para ver sons, ouvir imagens e ler linguagens audiovisuais.
sexta 25 julho - 19h30
vídeoperformance: Parallel Head com Ryoichi Kurokawa
Este trabalho é composto de cenas, gravações de áudio e imagens animadas. As informações múltiplas são projetadas uma após outra em duas telas. Multicamadas de luz e som geram no espectador estímulos audiovisuais, provocando percepções e sensações sobre o espaço tridimensional da platéia por meio das imagens projetadas.
sábado 26 julho - 19h30
Marginália 2 - com o grupo Embolex
Trata-se de um remix audiovisual que mescla trechos dos filmes Bang Bang, de Andrea Tonacci, e A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla, criando um diálogo entre dois personagens que originalmente estão em filmes diferentes. São inseridas cenas inéditas, reforçando o diálogo por meio da interpretação gerada pela reedição ao vivo. A trilha sonora foi produzida com amostras retiradas dos filmes e suas respectivas refilmagens, de forma a confundir os limites entre trilha sonora e diálogo. O trabalho explora as possibilidades de recontextualização pela apropriação de samplers, recriando uma história-sonho ao utilizar texturas visuais e sonoras.
domingo 27 julho - 19h30
Entropicália: Remixada e Amplificada - com Maxifagia
A performance conta com a participação de BijaRi, Database, Emmo Martins, Fabrizio Martinelli, Killer on the Dancefloor e Roots Rock Revolution.
Repensar a ligação com o legado tropicalista desde o aspecto poético, passando pelo musical até chegar ao político é o ponto de partida para a apresentação. Este projeto pretende desfazer a hierarquia preestabelecida entre imagens e sons, dando suporte para que cada linguagem atinja o máximo de expressão própria; uma ampliando a significação da outra.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Manifesto acerca dos Salões de Arte
O Jonathan mandou essa mensagem p nós qdo leu o post sobre as estratégias do artista para expor seu trabalho...achei interessante, pois trata principalmente do uso da verba do PAC...leia e opine!
O PAC deve incentivar a Arte e não o Artista
Tive ocasião de estar presente na inauguração e premiação do Salão de Atibaia 2008. Pelas circunstâncias desse fato me vi envolvido em toda uma problemática tal repetida e presente em toda a minha vida profissional (hoje tenho 75 anos e o primeiro salão que participei Salão Nacional Rio de Janeiro 1956 – 3 obras).
Acompanhando uma jovem expositora que participava do Salão a mesma foi surpreendida da forma com que foi apresentado seu trabalho que alterava o conteúdo e a linguagem do mesmo. Sua primeira reação ao constatar o fato era de retirar o trabalho da exposição. Eu a aconselhei a não fazê-lo e para acalmá-la tentei justificar os aspectos negativos. Assisti a premiação e o seu decorrer num clima de expectativa e frustração. Sem mais acontecimentos, voltamos para São Paulo com a perspectiva de encarar o caso como encerrado. Porém para mim o caso estava apenas começando. Como não fazer conhecer as minhas experiências dos 50 anos profissionais e com minha pretensão persistente de ajudar a transformar o Brasil em um país mais igualitário.
Considerando a minha prática principalmente no exterior (principalmente França) vislumbro desdobrar o leque de sugestões fazendo-me necessário expressá-las. Observando os salões e os seus resultados permitiram a muitos artistas a viajarem para a Europa. Considerando a Europa e principalmente a França os Salões refletiam oficialmente os interesses do poder dominante. Artistas de qualidades incontestáveis eram recusados. Reações positivas geraram manifestações desses recusados organizando o Salão dos Recusados, dos Independentes, etc. Em conseqüência disso obteve-se paralelamente maior liberdade criativa e ocasionou-se maior número de participantes. Voltando ao Salão de Atibaia vemos repetidos fatos negativos que denunciam uma prática menos democrática da atividade cultural, como no caso de outros Salões em que muitos concorrentes se vêem impelidos a participar do mesmo como única possibilidade de apresentar o seu trabalho ao público. As galerias canalizam uma parte restrita dessa produção, ligados a interesses outros, que não o público em geral. Poderíamos dizer que os salões é um mal necessário? Não haveriam meios mais eficazes de os artistas entrarem em contato com público? Será que as manifestações artísticas poderiam assumir novas formas se estivessem preocupados com um novo público?
O salão de Atibaia na sua prática acompanha o exemplo de outras cidades que incorrem no mesmo erro, Ribeirão Preto, Santo André, etc. Além da necessidade de se apresentar, o chamariz é o prêmio para os artistas, e um público de iniciados (os que visitam os salões) essa premiação os direciona. Rememorando, ocorreu na minha vida profissional, participei da Bienal de Asnieres no qual fizeram uma experiência que consistia em colocar uma urna para que o visitante deixasse o seu voto. Qual não foi minha surpresa vendo ao terminar a exposição que o meu quadro dos 'bóias-frias' obteve 70% da votação para o primeiro prêmio. Posteriormente o mesmo quadro foi adquirido pelo Ministério da Cultura Francesa. Podemos considerar como um fato negativo haver um prêmio único de R$ 10.000,00 e dois restantes de consolação. Seguindo essa lógica de incompreensão democrática torna inevitável que a premiação reflita outros interesses que não o grande público. Proponho para agora durante a ocorrência do Salão uma manifestação pública com as suas obras em forma de salão aberto dos recusados em frente da árvore que tem uma morte anunciada.
Gostaríamos que uma melhor utilização do dinheiro do PAC favoreça um melhor resultado cultural.
São Paulo, 06 de julho, 2008
Gontran Guanaes Netto
Ex-professor de teoria da representação no ensino superior francês.
Obras em diversos museus e coleções na Europa e na América Latina.