segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Street Wall
Mal não faz!!!!
28/01/2004 - 08h13
Poesia concreta ganha "passarela" de TVs na SPFW
CASSIANO ELEK MACHADO
da Folha de S.Paulo
Enquanto dentro das salas da Bienal passeiam as gazelas da Fashion Week, em um de seus corredores o desfile é de poemas.
"Vestidos" com animações de última moda, com trilhas sonoras compostas especialmente para acompanhar suas passadas, 12 textos de oito poetas mostrarão suas curvas no evento do parque Ibirapuera.
"Street Wall" é o nome do projeto, concebido pela encenadora Daniela Thomas, batizado pelo poeta Augusto de Campos e "curado" pela artista plástica e poeta Lenora de Barros.
A palavra "wall", muro, vem de "videowall" (aqueles agrupamentos de TVs que formam um grande televisor quadrado). A novidade é indicada pelo termo "street". As animações de poemas serão exibidas em uma fileira horizontal de monitores, como uma rua.
Apesar do sotaque inglês, de "walls", "fashions", "streets" e "weeks", é poesia das mais paulistanas a que desfilará pela passarela de 25 metros de televisores.
São concretistas, neoconcretistas ou parentes espirituais da concretude os poetas que terão animações no "Street Wall".
Do "power trio" original, Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari foram pinçados dois poemas cada um, desde os da primeira fase do movimento --"LIFE" (1957), de Décio, "nascemorre" (1958), de Haroldo, e "cidade/ city/cité" (1963), de Augusto-- até um mais recente "crisantempo", que Haroldo de Campos, morto há um ano, fez em 1998.
Completam o quadro o também velha-guarda Ronaldo Azeredo, que cede seu "velocidade" (1957), e os "herdeiros" Walter Silveira (com dois trabalhos), João Bandeira, Lenora de Barros e Arnaldo Antunes, que tem em seu "Máximo Fim", de 2000, o poema mais recente.
"Cada poema recebeu um tratamento visual diferente", conta Lenora de Barros. "Em alguns fizemos um trabalho só tipográfico; em outros, entram imagens, como cenas de carros no fundo do poema 'cidade'."
Este, o poema mais "urbano" da mostra, é o que mais se aproxima da idéia original. "Street Wall" seria, inicialmente, uma coletânea de poemas urbanos, conceito que se engancharia no aniversário paulistano. Assim como as cidades, que crescem desordenadas, o projeto também transbordou.
Grima Grimaldi, videomaker que trabalhou em parceria com Lenora, diz que o resultado final continuou "urbano". "Olhar os poemas andando por essas telas é como alguém em um ônibus vendo a cidade passar na janela."
Já experimentado em trabalhos como esses, que ele chama de "poesia visual" --e que Augusto de Campos batiza de "verbivocovisuais"--, Grimaldi diz que o grande desafio foi o novo formato, de não mais do que 1 m de altura e 25 m de extensão. "Cheguei a refazer animações de poemas mais de 15 vezes."
Completando o núcleo de "Street Wall" está o músico Cid Campos, que fez os "tratamentos sonoros" das criações.
"Meu trabalho é uma musicalização da poesia, compor em cima dela, para ela, fazer desde samplers de vozes até cantar sobre os poemas", explica Campos.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA - mudança de data!!
olá pessoal!
esse seminário foi transferido p o dia 18/09, ok?mais um tempinho p gente conseguir se organizar e irmos todos!
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA
Lembram-se do link que a Cecília nos mandou qdo começamos a pensar nesse último trabalho, com um texto falando sobre curadoria do Paulo Herkenhoff?! Pois é...esse é a continuação daquele, vale a pena a gente assisitir e é GRATUITO!!! Basta telefonar e fazer a inscrição, mas façam logo pq são poucas vagas!!quinta-feira, 7 de agosto de 2008
DO OUTRO LADO DO MURO - Exposição abre dia 9/8!!
http://forademoda.wordpress.com/2008/08/07/saiba-sobre-o-outro-lado-do-muro/
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Debate 'A experiência educativa na documenta 12' com Carmen Mörsch
A especialista em arte-educação discute o conceito do programa educativo desenvolvido para a Documenta 12, a participação do público local e as possibilidades de conceber a educação como uma prática crítica dentro de um evento artístico de larga escala. Mörsch também responde as perguntas formuladas por Stela Barbieri, Mila Schiovatto e Luciana Pasqualucci, coordenadoras dos setores educativos do Instituto Tomie Ohtake, da Pinacoteca do Estado e do MAM, respectivamente. O debate será mediado por Martin Grossmann, coordenador do Fórum Permanente e diretor do Centro Cultural São Paulo.
8 de agosto, sexta, 16h
Auditório do MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo
Parque do Ibirapuera, portão 3 - s/nº
Tel. 5085 1313
E-mail: educativo@mam.org.br
Tradução simultânea. Entrada franca
Vagas limitadas. Retirada de senha no local com 1 hora de antecedência
terça-feira, 29 de julho de 2008
O valor intrínseco das coisas
"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô. Vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino."
A iniciativa foi realizada pelo jornal The Washington Post na expectativa de lançar um debate sobre o valor da arte.
O que vc achou?
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Do Outro Lado do Muro - Exposição na MiCasa
Ricardo Oliveros foi convidado pelo Houssein Jarouche - MiCasa - para a curadoria de uma exposição sobre as relações entre Arte e Design, nos moldes da linha q ele utilizou na Imagética em Curitiba e na Viés na Galeria Vermelho, ou seja, investigar como as diferentes linguagens podem dialogar.
A exposição vai abrir dia 09/08 no novo espaço da MiCasa, ao lado da loja e será uma ocupação simbólica antes dela ser demolida, para dar lugar ao novo projeto que será desenvolvido pelo Marcelo Roseunbaum. Segundo Oliveros, esse é exatamente o mote da exposição: a ocupação simbólica do lugar que só vai existir por causa da exposição, este tempo da construção/desconstrução. Comecei pensando sobre artistas que na verdade retiraram do cotidiano sua experiência artística. Hoje, o que percebo é que o aspecto construtivo, seja real ou simbólico, acabou sendo o eixo principal das escolhas.
Eis a lista dos artistas que terão suas obras na exposição, que Oliveros publicou hoje no seu blog:
http://forademoda.wordpress.com
Adriana Varejão
André Komatsu
Angela Detanico + Rafael Lain
Daniel Senise
David Batchelor
Flip
Front
Gisela Motta+Leandro Lima
Henry Krokatsis
Iran Espírito Santo
Kleber Matheus
Los Carpinteros
Luiz Duva
Marcelo Cidade
Mariana Manhães
Renato De Cara
Rochelle Costi
Sang Wong Sung
Triptyque
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA
Mestrado em Artes Visuais
14 de agosto de 2008
Uma conferência do curador Adriano Pedrosa dá seqüência ao projeto Seminários Semestrais de Curadoria, organizado por Lisette Lagnado, com o objetivo de construir, aos poucos, um horizonte para a teoria e prática curatorial no Brasil, dentro do âmbito acadêmico. O primeiro convidado foi Paulo Herkenhoff, que falou em março último acerca dos 10 anos da Bienal da Antropofagia (1998-2008).
A formação do curador, diferenças com a figura do historiador, o questionamento do rótulo "arte latino-americana", exposições feitas para lugares específicos e o curador como editor são os principais tópicos do próximo encontro, que ocorrerá quinta-feira, dia 14 de agosto, das 14h30 às 18h. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.
A Faculdade Santa Marcelina consolida sua atuação no desenvolvimento da pesquisa multidisciplinar, que caracteriza a produção contemporânea. A etapa atual se volta para discussões abertas ao público além da comunidade docente e discente. Destaca-se, nesse contexto, a parceria com a Associação Cultural Videobrasil, na promoção da Mostra de Vídeos da Fasm.
Participantes
ADRIANO PEDROSA é formado em Direito pela UERJ. É Mestre em Artes Plásticas e Crítica de Arte pelo Califórnia Institute of the Arts (1995). Curador independente, editor e escritor. Foi co-curador da 27ª Bienal de São Paulo e Curador-adjunto da 24ª Bienal de São Paulo e editor das publicações de ambas as bienais. Curador do Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2001/2003). Curador de InSite 05, San Diego / Tijuana (2005). Integra o Júri do Prêmio Hugo Boss (Guggenheim Museum, Nova York, 2005), entre outros. Curador da 12ª. Mostra da Gravura de Curitiba, Museu da Gravura. Atualmente, é diretor artístico da Trienal Poli/Gráfica de San Juan, Porto Rico (2008).
LISETTE LAGNADO, autora de Leonilson - São Tantas as Verdades e co-editora da revista eletrônica Trópico, foi curadora-geral da 27ª Bienal de São Paulo, intitulada "Como Viver Junto". É professora no Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina, onde dirige o Grupo de Estudos no Programa ambiental de Hélio Oiticica.
SEMINÁRIOS SEMESTRAIS DE CURADORIA
14 de agosto de 2008 (quinta-feira)
14h30 – 18h - Local: Sala 207
Abertura, 14h30 – 16h, Adriano Pedrosa, por Lisette Lagnado: Conferência dialógica
Intervalo (preparação das perguntas à mesa), 16h – 16h30
Debate com o público, 16h30 – 17h30
Encerramento previsto até às 18h.
Local: Faculdade Santa Marcelina